Para tentar baixar a prestação da casa, peça ao banco uma proposta que mostre o valor mensal e o custo até ao fim do empréstimo. Uma redução do spread e um alongamento do prazo não têm o mesmo efeito. A renegociação exige acordo; se já receia não conseguir pagar, comunique essa dificuldade desde o primeiro contacto.
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O que reunir antes de negociar
- Capital em dívida, prazo restante e prestação atual.
- Tipo de taxa, spread, indexante e próxima revisão, quando aplicáveis.
- Custos dos seguros, conta e produtos associados.
- Rendimentos, despesas regulares e margem mensal do agregado.
- Propostas comparáveis de outras instituições, se as tiver.
Defina o objetivo: reduzir o spread, alterar o tipo de taxa ou ajustar o prazo. Peça uma simulação escrita com o capital em dívida, prazo, taxa, seguros e produtos associados. Compare com o plano atual, usando a mesma data e hipóteses. Envie documentos pelo canal seguro da instituição.
Compare o custo total da alteração
Exemplo ilustrativo: uma prestação passa de 600 € para 530 € porque o prazo aumenta. Há um alívio de 70 € no mês, mas é preciso conferir quantos anos de pagamentos foram acrescentados e quanto sobem os juros totais. Numa taxa mista, veja também quando termina a fase fixa e como é calculada a taxa seguinte.
A TAEG e o MTIC ajudam a comparar propostas, desde que o montante, o prazo e os pressupostos sejam equivalentes. Num contrato com taxa variável, a projeção do custo não garante as prestações futuras. Peça que a simulação identifique o indexante e os restantes pressupostos.
O banco pode cobrar para renegociar?
O Banco de Portugal indica que a instituição não pode cobrar comissões no âmbito da renegociação nem fazê-la depender da aquisição de outros produtos ou serviços financeiros. Se surge um valor ou produto como condição, peça a natureza, o fundamento e a proposta sem essa condição. Isso não obriga o banco a aceitar o spread que pretende.
Para uma transferência, compare a proposta completa: taxa, seguros, avaliação, registos e custos de liquidação do empréstimo anterior. Exemplo ilustrativo: despesas iniciais de 600 € e poupança de 30 € mensais levariam cerca de 20 meses a compensar, se tudo o resto se mantivesse. É apenas uma aproximação; confira o custo total e as regras de reembolso aplicáveis na data.
Se o banco recusar
Se o banco recusar, pergunte se existe outra combinação de condições e avalie propostas de outras instituições. A renegociação depende do acordo das partes. Reclamar pode fazer sentido por uma cobrança proibida ou incumprimento de regras, mas não permite impor uma aprovação comercial.
Se existe risco de falhar uma prestação, informe o banco e responda aos pedidos de informação financeira. O PARI trata a prevenção do incumprimento; o PERSI é um procedimento para situações de incumprimento, nos contratos abrangidos. Não deixe de pagar para tentar forçar uma proposta. Pode também consultar a Rede de Apoio ao Cliente Bancário para orientação.
O que guardar depois do acordo
Antes de aceitar, confira o aditamento, o plano de pagamentos e as condições dos seguros. Depois, compare a primeira prestação alterada com a proposta. Guarde ambos os planos: permitem perceber se a redução veio de uma taxa menor, de mais prazo ou de outra alteração.
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Fontes e atualização
Revisto em 13 de outubro de 2026. Fontes: Banco de Portugal: renegociação; Banco de Portugal: reclamações. Informação geral; confirme os documentos e as condições aplicáveis ao seu caso.
